The Man that stare at Goats começa dando o mote ao filme: o General Putkin corre em direcção à parede e… sim, todos vimos o trailer!

Aproveitando a competição entre as grandes potências militares mundiais e falsos rumores sobre a exploração militar do paranormal, o exército americano, lança-se no treino de militares capazes de controlar mentes, atravessar paredes, adivinhar paradeiros, e até matar oponentes só com o poder da sua mente. Anos passados, um jornalista a sofrer de dor de corno, encontra-se no Kuwait a tentar entrar no Iraque, para provar à ex-mulher que ele é … bem, nem ele sabe o que é! Acaba por se cruzar com Lyn Cassady, o segundo melhor Jedi (“The force is strong with this one” :D ), e acompanha-o numa missão ultra-secreta que lhe foi indicada telepaticamente 2 semanas antes. Bob nem adivinha no que se meteu.

Para mais detalhes, o melhor é ver o filme, já que só estreou na quinta e muitos devem estar com vontade de me torcer o pescocinho se eu contar mais um bocadinho.

É um filme com humor, situações e diálogos que fazem rir mas não “partir a rir”. Seguem-se alguns desses momentos:

GUS LACEY: “Lately, I’ve been watching the Loch Ness Monster in Scotland. [...] It’s the ghost of a dinosaur.”

BOB: “What other powers did you practise?”
LYN CASSADY: “Invisibility.”
BOB: “Invisibility?”
LYN CASSADY: “Yup. That was Level Three.”
BOB: “Actual invisibility?”
LYN CASSADY: “Well…yeah, that was the goal. But after a while we adapted it to just finding a way of not being seen. When you understand the, the linkage between observation and reality, you learn to dance with invisibility.”

“The Jedi Warrior will follow in the footsteps of the great Imagineers of the past – Jesus Christ, Lao Tse Tung, Walt Disney…” (New Earth Army Manual)

LYN CASSADY:” Let’s say we have no choice but to fight with these men. Then we use visual aesthetics to instill psychically in the enemy a disincentive to attack.”
BOB: “What do you mean?”
LYN CASSADY: “Okay, you lock eyes with one of them, you go into a monotone and you say “No, I’m not going to attack you.” You totally relax your body and your voice. And then you rip out one of his eyeballs.”

LYN CASSADY:The Dim Mak. The Quivering Palm. The Death Touch. It’s like this legendary, martial arts move. It was forbidden in the New Earth Army. Larry had got it from a mail-order book.”
BOB: “What does the Death Touch do?”
LYN CASSADY: “It kills you Bob. With one touch.”
BOB: “Jesus.”
LYN CASSADY: “There’s a story that Wong Wifu, great Chinese martial artist, had a fight with some guy and had him beat when the guy gave him this light tap, and Wong looked at him and the guy just nodded. That was it. He’d given him the death touch and Wong died.”
BOB: “Then and there?”
LYN CASSADY: “No. Eighteen years later. That’s the weird thing with Dim Mak – you never know when it’s going to take effect.”

E para terminar com uma referência do filme e algum humor à mistura:

LYN CASSADY: ”Different Jedi had different techniques. [...] Well, I find drinking helps. Also if I’m listening to classic rock music. [...] I like Boston. Boston usually works.”

Quem me conhece, sabe que eu não gosto de Carnaval. Não por ser contra os disfarces e brincadeiras, mas por se tratar de uma época em que todos os azares me acontecem. O que pode correr mal, CORRE!

E este ano, para não variar, os azares já começaram. O meu carro começou a fazer ruídos extra (o que nunca é bom sinal) e, por segurança, tratei de o levar à oficina. Fui mesmo a tempo, o alternador está com problemas. Para além de ter devorado a correia, vão verificar se não há danos mais graves que obriguem a substituição da peça toda (felizmente não partiu e por isso não enrolou o motor – palavras do mecánico).

Para já, o rombo vai no custo do aluguer de um carro por 5 dias (177 euros), terça já saberei quanto é que custa ter um carro que com o uso não ganha a sabedoria da experiência, mas sim, as dores de cruzes da idade.

Até o Carnaval, ainda faltam 11 dias, este é o primeiro azar e, como um azar nunca vem só, já estou a aguardar pelos que se seguem.

Neste momento, conheço algumas pessoas que devem estar a dizer: não devias ter sido Padre Jesuita na outra vida!

A minha vida no mundo virtual passa por ter conta em várias redes sociais, tantas quantas as que já apaguei, blogs (de entre todos os que criei, só este vive, os restantes estão moribundos ou enterrados), contas de alojamento de fotografia (photobucket para as tralhas e Flickr numa vertente mais artística ;-) ), sites ambientais, sites de música, sites de video, twitter (não me venham falar de o twitter ter surgido o ano passado, eu já tenho conta desde Março de 2007), sites associados com a minha profissão, site da rede de telemóvel… para além destes há que somar as contas no site das finanças, da dgrhe, da segurança social (ops, apaguei o sms que tinha o login deste) e não me lembro de quantas mais contas de correio. O que quer dizer que já produzi imenso lixo virtual mas do qual já apaguei metade.

Como um amigo, uma vez, me disse, “Não podes ver um botão a dizer Join que tens logo de clicar”, de tal forma que tenho contas criadas em vários sites e das quais já nem me lembro que existem. Não é raro acontecer alguém me falar de algum site e quando lá vou ver o que se trata, bling, faz-se luz, “Eu já tenho conta aqui! Só agora é que descobriu isto?”.

O mundo virtual faz-me companhia nestas alturas que estou deslocada fisicamente do meu mundo real (ou pensam que eu passo tanto tempo ligada ao computador quando estou na minha casa, na minha terra, junto da minha família e amigos? Deixemo-nos de tretas que eu gosto de contacto humano, mas só das pessoas que gosto, aqui chego ao ponto de não por os pés na rua para não ter de lidar com uma multidão stressada com o não se sabe lá muito bem o quê, que tem o pé direito ligado à buzina do carro, o mau humor ligado ao encontro com qualquer ser humano, e que age como se todo o mundo tivesse envolvido num complot para a tramar… Respirem fundo, que o stress só faz mal!).

E agora já alguém diz: “Lá está ela a dar porrada novamente nos Lisboetas! Qual é o problema dela?”. Boa pergunta, nem eu sei qual é a resposta, mas deve ser por já ter percorrido este país todo, por ter vivido em vários locais deste país durante algum tempo, e por ter como elementos de comparação todas as experiências que recohi. Vão-me dizer que em Lisboa tem animação todos os dias, que há teatro todas as noites (menos à segunda), cinema, concertos, … e tudo isso compensa o stress do dia a dia. Eu faço a pergunta: quando foi a última vez que foi a um concerto? Quando foi a última vez que foi ao teatro? Quando foi a última vez que foi ver uma exposião de arte? Quando foi a última vez que foi ao cinema?… Haverá aqueles que usufruem disto semanalmente, mas, se após uma análise honesta, chegar à conclusão de que não faz nada disto há mais de 1 mês, não estará no momento de pensar em fazer algumas alterações na sua vida?

Esta manhã resolvi experimentar um novo horário de cinema. Aos sábados, no Alegro há sessões pelas 11:30, e lá aproveitei para ver a estreia da semana: Up in the Air.

Uma sessão quase privada tendo em conta que éramos 4 espectadores.

Considerando que o filme retrata a solidão, ir ao cinema sozinha até parece adequado. Para além desta relação, sucedeu que, ainda no início do filme, recebi uma mensagem no telemóvel que associo à solidão. Alguém que eu desconheço, enviou-me um “oi”. Nada de especial se tivermos em conta que o remetente era o número de telemóvel que precede o meu, a diferença está no último algarismo, o meu termina em 9 e o remetente em 8. Talvez, já envolvida pelo espírito do filme, sou levada a crer que quem me enviou a mensagem será um solitário a tentar encontrar alguém com quem falar. Não respondi à mensagem, no entanto, achei interessante a coincidência ao ponto de a referir aqui.

Mas voltando ao filme. “Nas Nuvens” está classificado como uma comédia dramática. Há situações engraçadas que nos levam a rir, mas não se trata de mais uma comédia light. Apesar dos momentos engraçados, é um filme acompanhado pela situação dramática das pessoas que de um momento para o outro se veem na situação de dispensados da sua função (nunca utilizar a palavra despedidos). Ao mesmo tempo, deparamos com um indivíduo e com a sua progressiva tomada de consciência da solidão em que se tornou a sua vida.

Em poucas palavras:

Ryan Bingham é um profissional em dispensar funcionários levando-os a não ver aquele momento como o fim, mas como uma possibilidade. Considera os bens adquiridos e as pessoas que se conhece, fardos que impedem o indivíduo de viver plenamente. No entanto, apesar de não se ligar às pessoas nem aos objectos, mantem um objectivo: alcançar a marca de 10 milhões de milhas, o único compromisso, não laboral, da sua vida.

Durante as suas viagens, conhece Alex, que, como ele, passa imenso tempo em viagem (a sua versão feminina). A relação casual surge e até se pensa “feitos um para o outro”.

A pedido da irmã, vê-se obrigado a tirar fotografias ao retrato da irmã caçula com o noivo nos locais por onde passa, fazendo referência ao gnomo de “Le Fabuleux Destin de Amelie Poulain” (gostava de saber, quantos serão os que irão ver o filme francês devido a esta referência).

Ao mesmo tempo, por motivos de corte nos gastos da empresa para a qual trabalha, vê-se acompanhado nas suas viagens pela jovem colega Natalie, que questiona a sua filosofia solitária. (pergunto-me: quem é que sonha estar casado e com filhos, aos 23 anos? quem já viu o filme percebe esta pergunta.)

Quando finalmente aceita a necessidade de ter alguém na sua vida, convida Alex a o acompanhar no casamento da irmã. No aeroporto, dois trolleys seguem lado a lado, um preto, dele, e um vermelho, dela (o meu trolley também é vermelho, coincidência). Quando se depara com as suas irmãs, toma consciência que ao afastar-se delas, elas o retiraram da sua vida, limitando-o ao título de irmão e não à função. É bem vindo à família quando consegue convencer o noivo a seguir em frente com o casamento, após tomarem consciência que os melhores momentos na vida são passados na companhia de alguém.

Enganam-se os espectadores que pensam que a história de romance entre 2 estranhos que se conheceram numa viagem terá um final feliz. Não contarei o que se passou, quem quizer saber mais, terá de ver o filme ou então ler a história na página do wikipedia.

Durante o desenrolar do filme, são colocadas questões que nos acompanham após sairmos a sala de cinema: ainda me questiono sobre o que salvaria, ou não salvaria, da minha mochila a arder? Talvez o BI e o multibanco.

Parece incrível mas é verdade, hoje registou-se o 3º sismo em 5 dias (costuma-se dizer: não há 2 sem 3, mas em relação a sismos, não tem piada alguma)

O 1º sismo foi há 5 dias no Haiti com uma magnitude de 7,3. O 2º no Irão, ontem, com uma magnitude de 5,0. Hoje, o 3º na Argentina com uma magnitude de 6,3.

Haverá algum cientista que me possa esclarecer (e talvez a muitos leitores) o porquê de tanto sismo seguido? Tratar-se-á de um ciclo, normal, no movimento das placas tectónicas? A proximidade do planeta ao sol, neste momento da rota terrestre, tem alguma influência? Serão os últimos sismos consequência natural do primeiro? É racional pensar que haverá mais sismos nos próximos dias?

O 1º deu-se na placa das Caraíbas, o 2º na placa Iraniana, o 3º na placa Sul-Americana, eu olho para o mapa das placas e penso que o próximo poderá ser na placa Filipina.

Só perguntas, se me conseguirem dar as respostas, a minha veia curiosa, fica muito agradecida.

Já lá vai algum tempo desde  que eu vi o filme Avatar, mas devido aos pedidos de várias famílias, mantive o meu silêncio.

No entanto, já chega! Se ainda não viram o filme, é porque não estão muito interessados, daí que eu não me tenha de preocupar com o “vais estragar-me o filme!” .

Vamos lá começar pelos aspectos positivos:

1º – A tecnologia utilizada resulta “altamente”. Sim eu fui ver em 3D e só em 3D é que vale a pena.

2º – Entretém a malta numa tarde de chuva em que não há mais nada para fazer.

3º – Os bonecos estão engraçados.

E agora, a sinopse:

Era uma vez um povo que descobre existir uma fonte de grande riqueza no seio de uma tribo de índios. Com o objectivo de os expulsar da sua terra, contratam um cowboy para se infiltrar e os destruir a partir de dentro (ou deixam as terras ou acabamos com eles… que nobre filosofia, melhor só se for da perna extra).

O cowboy é recebido no seio da tribo e colocado aos cuidados da linda princesa índia (se ela fosse gorda, marreca e feia, poupavam-se muitas chatices), esta é a prometida do grande guerreiro índio, mas infelizmente, a princesa apaixona-se pelo cowboy e este por ela.

O grande guerreiro índio entra em conflito com o cowboy e descobre-lhe a careca. Apesar do cowboy mostrar que já não planeia destruir os índios, é expulso da tribo. O amor que nutre pela jovem índia é tão forte que o leva a encontrar a solução para o problema que se avizinha. Ele apresenta o seu apoio à tribo, que o aceita e segue os seus comandos (nos velhos tempos resolviam-lhe o problema de penteado). O grande guerreiro índio, por força do destino, é obrigado a lutar ao lado do cowboy, durante a luta morre, deixando o caminho aberto ao romance (liiiindo :D ).

No fim, a tribo índia ganha, o cowboy casa com a princesa e vivem felizes para sempre!

Pocahontas? Um pouco.

Época de festas e de pouco paleio. Para mim é só música, e há para todos os gostos:

The Walkmen – In The New Year

U2 – New Year’s Day

ABBA – Happy New Year

Digamos a verdade, a última música desta tripla, é para os fãs do Mama Mia, e… eu não sou (já me doi os ouvidos).

O espírito natalício anda no ar e na caixa de correio.

Imaginem o meu espanto quando chego a casa, abro a caixa de correio, vejo que tenho um envelope remetido pela Câmara Municipal, abro o envelope e lá dentro encontro um postal a desejar-me e à minha família “Um Bom Natal e um Feliz Ano Novo”!

Tal como eu, todos os residentes na Amadora devem ter recebido estes votos da Sua Ex.a Presidente da Câmara Joaquim Raposo.

Podia agora começar a discusão de prioridades, de economia, de ecologia e de política, mas acredito que os meus leitores conseguem encontrar as razões que me levam a não ficar contente com tal postal, apesar de eu ser uma defensora dos postais.

____ 2ª PARTE:

Após ter publicado este desabafo (sim, porque de devaneio pouco tem) entrei em diálogo com um amigo. Transcrevo aqui parte da nossa conversa.

Azulana: eu n faço ideia de qto gastaram, mas entre a impressão dos postais e envelopes para todas as residências da amadora… a conta n deve ser pequena.

Amigo: nada….cada postal, num tamanho normal, papel couchè de 95grs…ma serie de 3000, a cores fica a cerca de 0,10€ cada um….ou seja 3000 dará 300€…..qts terão sido impressos?

Azulana: vamos ver se descobrimos…
no wikipedia diz q tem uma populaçao de 176,239
façamos as contas a 4 pessoas por casa.

Amigo: 30000 postais pelo menos

Azulana: 44000 postais + ou -

Amigo: fuoooda-se! Há pouco enganei-me!

Azulana: não me digas que gastou para aí 3000 euros em postais

Amigo: sim, pelo menos…
mas deve ter gasto mais…a tipografia era de um amigo e tal…. o costume

Azulana: o postal é uma folha de cartão 9,5×19,5 impresso nas duas faces, 1 lado a PB e do outro a cores

Amigo: então é o dobro….

Azulana: envelopes naturapapel

Amigo: fxxxx xx xxxx… o salário de mais de um ano de dois profs

Azulana: pelas tuas contas quanto é q isso dará?

Amigo: deixa ver…
+/- 9680€ mais iva

Já pouco falta para o Natal, dentro de 1 semana estamos na consoada e eu ainda não coloquei qualquer decoração natalícia em qualquer das casas que habito.

Já que não coloco decorações… vou considerar-me um desses objectivos decorativos e assim, sempre que estiver em casa, o assunto está arrumado!

Não é porque odeie o Natal, mas porque não encontro motivos para decorar uma casa que uso para dormir e outra que só uso 3 vezes por ano (resultado dos ossos do ofício).

Após um longo processo de selecção, de horas e horas de cálculos, produção de gráficos, levantamentos estatísticos, … finalmente descobri que decoração sou.

Entre bolinhas, estrelinhas, sininhos, azevinho, pinheirinho, luzinhas, anjinhos e todos os mais elementos acabados em inho e inha, descobri que sou… aquele maldito gato que teima em roubar as bolas dá árvore, em trincar os fios das luzinhas, em trepar o pinheirinho e derruba-lo com o peso, em arrancar as asas dos anjos, em jogar futebol com as nozes e em retalhar os embrulhos que se encontram esmagados após a queda do pinheirinho.

Digam lá se eu estou, ou não, inundada pelo espírito da época?

Deve ser do cansaço, ou do frio, ou simplesmente porque sim, andei a googlar os locais que me provocam algum interesse e que hão de qualquer dia receber uma visita minha (nem que seja virtual).

Aqui vai uma listagem:

Ouvéa – Nova Caledonia
Moscovo – Rússia
Ilha da Páscoa
Kyoto – Japão
Antartica
Angkor – Camboja
Taj Mahal e o Templo de Ouro – India
Lhasa – Tibet
Venesa – Itália
Bagan – Birmânia
Kilimanjaro – Tanzânia
Auroras boreais – Alaska ou num lugar algures acima da linha do norte.
Machu Picchu – Peru
Tikal – Honduras
Sri Lanka
Hawai
Sydney, a barreira de coral e outros recantos – Austrália
Cidade do Cabo – África do Sul
Mesa Verde – EUA

Porreiro, porreiro, era poder gozar férias noutro mês que não o “meu querido mês de Agosto”!