Esta é a pergunta que se coloca nesta altura do ano. As crianças escrevem as cartas ao Pai Natal, fazem-se listas de desejos e tenta-se adivinhar o que é que o outros desejam.

Quando já somos crescidos, esse mundo encantado acaba e a pergunta é colocada directamente no último almoço em família.

O que responder? Quando se chega aos 30 e economicamente independente, as coisas que se quer, compram-se. Pode ser necessário amealhar para o fazer, mas não se espera que chegue o Natal para que os embrulhos apareçam debaixo do pinheirinho. As coisas que se desejam e que o dinheiro não pode comprar, não aparecem embrulhadas, nem sequer com um simples laçarote.

Portanto, aqui estou eu a tentar construir uma lista de possíveis e realizáveis prendas de Natal.

Algo para a casa, ainda me faltam candeeiros em algumas divisões da casa. Penso que a minha casa ficaria contente com isso…

Uma nespresso, as visitas iriam gostar, agora que eu me mantenho a descafeinados… cheira-me que vai ganhar pó!

Um livro. Sim, é uma boa opção. Vamos lá espreitar as possibilidades:
BRYSON, Bill; A Vida e as Aventuras do Rapaz-Relâmpago.
BRYSON, Bill; Made in America.
KATAYAMA, Kyoichi; Um Grito de Amor no Centro do Mundo.
ADIGA, Aravind; O Tigre Branco.
ZIMLER, Richard; Os Anagramas de Varsóvia.

Não consigo lembrar-me de mais o que colocar nesta lista, mas, pensando bem… basta um postal!

Ainda não chegou a meia-noite por isso ainda vou a tempo.

Não venho aqui fazer campanha por algum partido, nem por algum candidato a uma qualquer autarquia. Venho sim levantar a questão: é política ou é poluição?

Desde o início das campanhas eleitorais (legislativas seguida de autarquicas) que vejo a caixa do correio, o para-brisas do meu carro e as ruas repletos de folhetos (alguns muito semelhantes, em volume, a manuais de aparelhos electrónicos altamente complexos)  dos diversos partidos e candidatos. Parece-me que, para além do aumento do lixo, houve também um aumento do desperdício de papel, o que a meus olhos não me parece muito ecológico já que as pobres coitadas das árvores não tem culpa desta malta sentir que ao entupir-me o correio vai fazer com que mude de cor política.

Para além disto, hoje deparei-me com a procissão de casamento. Mais de meia dúzia de carros a fazer bip bip seguidos pelo hino do partido cantado pela mesma artista do Kiwi, circularam durante todo o dia, e ainda circulam, pelas ruas das várias freguesias da Amadora. Voltando às questões ambientes, para além da poluição resultante do consumo de combustíveis na referida procissão, há que acrescentar a poluição sonora produzida pelas buzinas. (e não é que o raio das gaitas não ficam afónicas)

Faz-me lembrar uma velha expressão portuguesa, também já utilizada por um político português: “Os cães ladram e a caravana passa”!

Como qualquer português, já estou cansada de ouvir falar na gripe H1N1, gripe A, gripe dos porcos e gripe do raio que os parta.

Apesar de os sintomas serem mais fortes que os da gripe dita comum, acredito que todo este alarido é provocado pelas farmacêuticas (libertando a veia Jerry Fletcher): a Roche conseguiu um mercado mundial para o Tamiflu e apesar de se questionar a eficácia do medicamento, as encomendas não param; as 3 farmacêuticas que desenvolveram as vacinas, a norte americana Sanofi-Aventis e as europeias Novartis e GlaxoSmithKline, não se podem queixar da previsível falta de clientes.

Mas eu recuo no tempo, e vou aos inícios da pandemia no México. Parece-me razoável pensar que a gripe surgiu da manipulação em laboratório de um vírus já existente (o H1N1 já é conhecido desde o ínicio do século XX, com a gripe espanhola, as farmacêuticas americanas devem ter amostras nas suas colecções) e que os americanos resolveram testar nos mexicanos. É do conhecimento comum que os americanos não tem os mexicanos em grande conta, e que outro local melhor para testar um vírus, que esse país 3º mundista? (qualquer dia estão a testar cá por estas bandas)

Pensemos: o vírus da gripe existe desde… desde… pelas descrições de Hipócrates, há mais de 2400 anos, apesar do vírus sofrer mutações, é incrível a velocidade a que ele se altera desde que as farmacêuticas passaram a fazer dinheiro com ele. Não será de estranhar que sejam estas a mutar os vírus em laboratório e depois soltá-los na sociedade… fins lucrativos, claro!

Vamos lá fazer campanha para que este filme de stop motion não demore tanto tempo a estrear em Portugal. (está previsto para 28 de Janeiro, mais de 2 meses após a estreia nos EUA a 13 de Novembro, devem querer que a malta o descarregue da net e não vá ao cinema :P )

Continuando no espírito do top 3, segue-se agora a minha escolha dos cartoons referentes à gripe que está a colocar toda a gente em pánico.

3º lugar:

2º lugar:

1º lugar:

Está a decorrer no Estoril o Green Festival. Eu já passei por lá e regressei a casa com kilos de desdobráveis, cartões, revistas, jornais, brindes, sementes e por incrível que pareça… maçãs (se eu soubesse, não teria ido à fruta na sexta, esperava pela ida ao festival e levava-a gratuitamente para casa)!

Agora vou referir o top 3 dos projectos que eu considero interessantes:
3º lugar das minhas preferências- A substituiçao do sal pelas ervas Planta do Xisto. Numa visão mais saudável, encontramos o stand de António Carlos Andrade que nos apresenta uma colecção variada de plantas com os mais variados fins, eu apreciei os pequenos frasquinhos de sal aromático que pretende diminuir o consumo de sal, substituindo parte do sal utilizado no temperar dos alimentos pelas ervas aromáticas (40% de sal e 60% de ervas). A mim, estes frasquinhos pareceram-me belas prendas… Meus amigos, já sabem o que vos vai calhar no sapatinho este ano.

2º lugar das minhas preferências - O projecto do gabinete de arquitectura e design dass para a substituição dos candeeiros de rua pelos candeeiros de leds. Aparecem no festival com o projecto Tree House Hotel, eu acredito que a muita boa gente a ideia de dormir uma noite numa casa da árvore, num jardim de Lisboa, é uma ideia fabulosa, para mim que em catraia construi a minha casa na árvore e tive todo esse contacto com a natureza, o que me cativou foi o projecto dos candeeiros smile (na página, clicar na imagem do lado direito para ver o video e reparar no detalhe de o primeiro edificio que aparece ter o simbolo da HP), apesar de não saber até que ponto as autarquias vão valorizar esta substituição já que o investimento inicial é bastante superior aos candeeiros utilizados actualmente.

1º lugar e grande vencedor :DSacos Fapil para o lixo feitos de amido. Para além de serem biodegradáveis e de serem amigos do ambiente ao reduzir a produção a partir do petróleo, eu vejo outras vantagens. Como são feitos a partir de milho, batata, girassol e vegetais (sim, vegetais! É o que está escrito no saco), a produção destes sacos irá promover as produções agrícolas destes compostos. A sua adopção em massa tornaria o produto mais barato levando à substituição dos tradicionais sacos de plástico. Amigos das grandes superficies comerciais, penso que será uma boa ideia adoptarem estes sacos. E para terminar, outra boa ideia (apesar de eu não saber até que ponto é viável :D ) quando a malta tiver fome e não houver uma bucha para satisfazer o ratito, pode sempre dar uma trinca no saco!

Viana está decorada, o público já invadiu a cidade, está tudo pronto para 4 dias de festas.
Esta noite e até a madrugada as ruas da ribeira serão atapetadas com sal colorido, flores, adereços e outras coisas que tal, dando assim início às “hostilidades”.

A minha maior infelicidade nesta altura, é a invasão de carros que me “roubam” os lugares de estacionamento. Deveria haver contadores nas entradas da cidade, tipo parque de estacionamento, que indicasse o número de veículos seguido de livre ou completo.

Em preparação para os dias que se aproximam, já tirei da gaveta o lenço de viana (o meu é azul, este ano ainda não me deu vontade de lavar e passar a camisa) e tenho de colocar a bateria da máquina fotográfica a carregar, pode ser que surja algo merecedor do retrato para a posteridade, ou não!

Bairrista como sou, só tenho a dizer: as festas de Viana são liiiiiiindas!

Esta manhã fui à baixa de Viana comprar o DN, pela cidade andava o grupo de tocadores de gaita-de-foles da escola de música Maestro Zé Pedro.

Não consegui deixar de associar a procissão que seguia o grupo à estória dos irmãos Grimm O Flautista de Hamelin, felizmente, ao contrário desta ninguem se atirou ao rio como os ratos (apesar de, quando desciam a avenida em direcção ao Lima, me ter passado pela cabeça um desfecho idêntico :D ) nem foram levados para “longe, muito longe, tão longe que ninguém poderia supor onde, e [...] nunca mais voltaram.”

Finalmente lá tirei um par de horas e fui passar a tarde ao cinema. Já há uma semana que dizia querer ver o Inimigos Públicos, e hoje, numa sessão da tarde em que a sala se encontrava com meia dúzia de gatos pingados, matei a minha curiosidade.

Vou ser honesta, eu vi o trailer do filme e achei interessante, mas para além de ver que o Pirata das Caraíbas e que o morcego defensor dos oprimidos entravam no filme, não tinha conhecimento de outras “figuras” de interesse. Mas algo que não me surpreendeu ao ver os créditos finais, foi encontrar o nome de Michael Mann.

Durante todo o filme reconhece-se a perícia de Mann, sendo ainda mais notória nas cenas de tiroteiros onde se vé as cápsulas das balas e os cartuchos a saltar das armas. Não estranhem se o tipo de filmagem vos lembrar outro filme de Mann, o Miami Vice (que eu também vi, também gostei e o qual tenho em dvd). As filmagens tipo cenário de guerra, colocam-nos no meio da acção e criam um certo receio em que uma bala perdida acabe por nos atingir no meio da testa.

Outros detalhes interessantes, mas ao nível musical são, ver a Diana Krall a cantar Bye Bye Blackbird e estarem incluidas na banda sonora Love Me Or Leave Me, Am I Blue? e The Man I Love de Billie Holiday de quem (para quem ainda não se apercebeu) eu sou fã!

Tendo em conta que eu não sou crítica de cinema fico por aqui neste breve devaneio que remato com a apreciação de: gostei – aconselho a ver, e, como já devem estar a contar, com uma música da banda sonora: