Não me perguntem porquê, mas nos últimos tempos ando numa fase de consciêncialização do “Eu”.

Após, anos e anos a viver sozinha, adquiri imensos vícios.

Neste momento estou sentada na cama com o Mac no colo, a televisão (já estratégicamente colocada no quarto) está ligada desde o momento que cheguei a casa, espalhados sobre a cama estão: um pacote de bolachas (cookie monster), a mala, a pachemina, o disco externo, o telemóvel e os auriculares do ipod (que são Sennheiser, já que os da Apple são o que são, aliás, eram). Normalmente ainda se pode encontrar papeis, a maquina fotográfica e os vestigios de alguma embalagem de chocolates (perguntam como é que eu não peso 90 kl, eu respondo: ruindade, nada como destilar veneno para manter a elegância :D ).

Entre os muitos vícios irritantes que se vai adquirindo posso enumerar alguns (vamos lá tentar chegar a 10, ah ah ah):

1 – primeira coisa que se faz ao chegar a casa: ligar o portátil;

2 – segunda coisa que se faz ao chegar a casa: ligar a televisão;

3 – ter calçado por toda a casa;

4 – fazer uma pilha de roupa para passar e depois tentar convencer o ferro a passá-la sozinho;

5 – ter uma grande colecção de pratos, canecas e talheres para conseguir rentabilizar a máquina de lavar;

6 – ao fim-de-semana, andar de pijama até… bem, até me convencer que já chega, por norma o “já chega” é a seguir ao almoço;

7 – aumentar o volume da música para tentar abafar o som do Tony Carreira que soa da casa da vizinha;

8 – dar por nós a falar sozinhos, dando as respostas aos nossos pensamentos (são diálogos muito interessantes, o meu outro eu é tão inteligente quanto este);

9 – encontrar formas de passar horas a fazer nenhum e se perguntarem quais são essas formas, ninguém sabe;

10 – deixar para amanhã o que podes arrumar hoje, afinal a coisa não se arruma sozinha por isso amanhã ainda lá estará e muito a tempo de ser arrumada.

O meu próximo passo, neste caminho da consciencialização do “Eu” será fazer uma lista das 10 pequenas coisas irritantes que fazem levar qualquer ser humano à loucura.

E agora, para todos aqueles que não sabem português e por isso não perceberam o que aqui está escrito, o meu conselho é “Google Translate”, a tradução é uma porcaria e o mais provável é não ter pés nem cabeça, mas a surpresa do resultado é sempre uma alegria.

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